terça-feira, 13 de julho de 2010

REABERTURA DA SALA FUNARTE

Sala Funarte Sidney Miller reabre dia 21
com programação em formato inédito

Projeto reúne grandes nomes da cultura em espetáculos e debates de música erudita e popular


Famosa por apresentar séries musicais inesquecíveis, como o Seis e Meia e o Projeto Pixinguinha, a Sala Funarte Sidney Miller reabrirá no dia 21 de julho com uma programação voltada para o grande público, num formato inédito. Criado pela D+3, o projeto será executado em parceria com a Roda de Produção. O espaço abrigará o projeto Ecos da Cidade, vencedor do edital de ocupação entre julho e novembro de 2010. O objetivo é envolver artistas e público, recriando um ambiente que fez história no centro do Rio de Janeiro. “Reunimos criadores e intelectuais comprometidos com o exercício do pensamento sobre a música e sua renovação”, diz David Miguel, da Roda de Produção.

“Vamos construir uma teia que envolva, mantenha e amplie a platéia da Sala”, adianta o sócio Roberto Freitas. “Mais do que simplesmente conciliar datas e agendas dos artistas, elaboramos 63 programas especiais, que serão alternados e distribuídos nas três noites semanais”, comenta David. A programação começa nas quartas-feiras, com debates, oficinas, lançamentos de discos e noites de autógrafo. Sob a batuta do maestro Márcio Tinoco, as quintas-feiras serão dedicadas à música clássica. Já a música popular brasileira terá sua vez às sextas-feiras, com curadoria de Sérgio Natureza, compositor e poeta.

Criado especialmente para a temporada até novembro e realizado pela equipe da D+3, o website da Sala Funarte/Ecos da Cidade está recebendo os ajustes finais para estrear junto com a nova programação e o suporte das redes sociais. O conteúdo vai além do calendário detalhado das três noites semanais: todos os shows e eventos serão registrados em áudio, vídeo e foto e disponibilizados, em parte, na Internet. Ecos da Cidade tem apoio da MPB FM, a rádio oficial do projeto.

Veja como está esquematizada a temporada vencedora do Prêmio de Ocupação da Sala Funarte Sidney Miller:

NAS QUARTAS
A cada noite, debates, lançamentos e trocas de experiência em conexão com outras formas de cultura:

  • Música & – Encontros entre artistas e convidados para falar sobre a íntima relação da música com outro tema. Já estão em fase de produção Música & Poesia, Música & Design, Música & Comunicação e Música & Dança, entre outros;

  • Lançamúsica – Na mesma noite do Música & haverá o lançamento de um CD ou de um livro;

  • Música de Oficina – Artistas, teóricos e intelectuais vão expôr suas ideias e métodos de ensino e aprendizado, seja na criação de instrumentos, na teoria musical, na composição musical ou na feitura de arranjos.


NAS QUINTAS

Nestas noites, a música de concerto estará em destaque, com uma nova abordagem:

  • Transfusões – Aproximará mundos de compositores da área de música de concerto com a área de atividades de música urbana. Exemplos: Villa Lobos e Tom Jobim, Claude Debussy e Bill Evans, Béla Bartók e Chick Corea. A Sala Funarte Sidney Miller receberá artistas que já desenvolvem trabalhos nessa linha;

  • Interfaces – O diálogo da performance musical conjunta a outras formas de atividade e expressão artística, tais como balé, eletrônica, ciclofônica e vídeográfica, apresentando a produção de artistas consagrados;

  • Fora do Eixo – O público descobrirá a obra de compositores eruditos de países como Brasil, Índia, Grécia, Coréia, Japão, Leste Europeu e antiga Alemanha Oriental, tais como Alice Shilelds, A.R. Rahman, Sakamoto, Kurtag, Ligeti, Guerra-Peixe, Rodolfo Richter e Shnitke.


NAS SEXTAS
Pela tradição da Sala Funarte Sidney Miller de agregar vários timbres e tonalidades da música popular brasileira, nas noites de sexta-feira haverá:

  • Instrumental popular – Novos instrumentistas e combinações inusitadas de artistas e autores em shows que priorizam a música instrumental brasileira;

  • Canção e extracanção – Mostra artistas e autores em situação de risco, obras no limite do convencional e da invenção de novas formas de canção, arranjos, instrumentos e etc;

  • MPB – O melhor da MPB em toda a diversidade desse conceito. Fusões, combinações e influencias. Artistas novos e criativos, sozinhos ou com seus convidados buscando abrir caminho para sua arte e divulgar seu trabalho;

  • @música – Novamente estamos falando do limite da canção e de outros estilos buscando a melhor produção musical que rola na grande rede. Artistas que criam, desenvolvem e vendem seu trabalho pela internet que estão ganhando grande visibilidade. Geralmente são artistas ou bandas novas, com estilos híbridos e influências de todas as partes do planeta.


Breve história da Sala Funarte Sidney Miller
Inaugurada em 26 de maio de 1978, a Sala Funarte Sidney Miller abrigou espetáculos de música popular, erudita, dança, teatro, cinema e seminários ligados à cultura. Projetos como Seis e Meia, Vitrine e Ciclos de Música Brasileira Erudita foram recorrentes na Sala durante as décadas de 70 e 80, atraindo um público diversificado e numeroso. Nestes 32 anos de existência, muita gente boa passou por lá, como Paulinho da Viola, Zizi Possi, Wilson Moreira, Ângela Rô Rô, Nei Lopes e Nana Caymmi. A programação da Sala Funarte Sidney Miller sempre se destacou no meio cultural do país como um espaço de experimentação para novas linguagens musicais, além de ser um palco também aberto aos artistas consagrados.

Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16 (Térreo), Centro do Rio de Janeiro. Saída Pedro Lessa, Metrô Cinelândia.
A bilheteria funciona a partir das 15h30. Não vende ingressos antecipados
De julho a novembro de 2010: quartas, quintas e sextas-feiras, às 19h
Ingressos para a
primeira semana: QUARTA, 21 - R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia);
QUINTA, 22, e SEXTA, 23 - R$ 10 (inteira) / R$ 5 (meia) para estudantes e maiores de 65 anos


BELMIRA COMUNICAÇÃO
Monica Ramalho (21) 9163.0840
moniramalho@gmail.com
Marcelo Pacheco (21) 7634.7083
mpachecco@gmail.com

2 comentários:

luiz henrique disse...

Que bom! O Rio já está algum tempo saudoso dos memoráveis eventos culturais que lá se realizaram. Espero que surja um novo movimento musical e/ou cultural no cenário, pois sinto que estamos em uma entresafra danada! Ainda perdemos o nosso Maestro, o grande Paulo Moura, nossas homenagens!
Abração
Luiz H. Carneiro

Andréa disse...

Ótima notícia Flávio, é pena que eu esteja tão longe e não possa aproveitar esse novo espaço que considero importantíssimo para a cultura carioca. Vocês agora estão muito bem servidos com a nova sala e a reabertura do nosso querido teatro municipal.
Quanto ao nosso inesquecível Paulo Moura, aproveite e dê uma olhada na homenagem que o blog do Nassif fez a ele ontem postando alguns vídeos. Vale a pena conferir.
Abração pra ti!