quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

PREFEITO CRITICA BLOCO DA PRETA GIL

Carnaval de Rua do Rio

Para aqueles, como editor deste blog, criticos dos excessos do ordenamento do Carnaval de Rua do Rio, promovidos pela prefeitura, segue uma boa notícia, publicada hoje em duas notas na abertura da coluna Gente Boa no Segundo Caderno do Jornal O Globo, assinada pelo jornalista Joaquim Ferreira dos Santos.

1 - Bloco é sem curral

De Eduardo Paes de ler em Gente Boa sobre o curral vip do bloco "A Coisa tá Preta", de Preta Gil: "Se eu tiver qualquer indício de que algum bloco está fazendo cercadinho ou pulserinha vip., as chances de sair no ano que vem são iguais a zero! Isso vale para o bloco "A Coisa tá Preta."

2 - E segue o bloco

O prefeito diz mais: "Se eu tiver confirmação de qualquer tipo de irregularidade nesse final de semana, assinarei pessoalmente a proibição de saída em 2011"

Comentário do Blog

Parece que o prefeito começou a "pegar o espírito da coisa", isto é, que o carnaval é um evento público, que a rua é do povo e quem desejar organizar eventos para auto promoção, que contrate espaços privados- clubes, casas de show etc.

Falta apenas ajudar os blocos na refrega junto ao Ecad e entender que a espontânea proliferação de blocos é um fenêmono saudável para o carnaval, Haja vista que muitos blocos desfilam com "lotação esgotada", reféns que viraram das suas qualidades e sucessos.

Coincidência é que ontém a noite, no Bar do Costa, em Vila Isabel, num encontro para venda de camisetas do bloco "Eu sou eu, Jacaré é Bicho d"agua" conversava-se justamente sobre isso: se esse tipo de bloco começaria dar o tom do carnaval carioca, da mesma forma que em Salvador, de onde Preta Gil traz profundas raízes, na medida em que o carnaval de rua passou a atrair interesses de poderosos grupos econômicos, que antes só voltavam os olhos para o desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial.

Pelas declarações do prefeito, parece que não. Mesmo porque fére interesses de quem já investiu no Carnaval de Rua da cidade.

Um comentário:

Luciano Menezes disse...

Flávio

Também li a notícia e lembrei que deixei de ir ao Clube do Samba depois que quem me acompanhava foi retirada de dentro da corda por estar sem a camiseta do bloco. E olha que era o segundo o terceiro ano, ainda desfilava na Rio Branco.

Acho que o carnaval de rua não pode ter limites tão rígidos, mas agora mesmo com os patrocínios recebidos começaram a aparecer área vip em todos os lugares. É só frequentar os bailes ou festa da Sebastiana.

Por outro lado como proceder com os Bloco que sempre agiram assim. Carlinhos de Jesus e Clube do Samba, etc. Acredito que não dá pra impedir.

Por outro lado estamos assitindo a um novo fenômeno. A maioria das pessoas que vão aos blocos, não se relacionam com os blocos, que por sua vez, ao terem garantido o seu sustento com o patrocínio não mais se preocupam e divugar com festas as músicas e aí é aquela pasmaceira.

Ninguém canta, ninguém dança e só a multidão que segue em busca da alegria.

Vi passar o Bloco da Preta Gil e como canta as músicas antigas de escola de samba todo mundo cantava junto, é possível que esse tipo vem a a ser realmente o futuro do carnaval de rua.

Não recordo o nome mas um bloco que saía na Lagoa, tinha corda e cobrava pela camiseta e quem tinha a camiseta tinha bebida liberada e tinha que estar dentro da corda.

É muito mais complexo do que parece, o prefeito foi esperto e tentou faturar mais uma vez com o carnaval e quem bem sabe é quem plantou a notícia.

Luciano Menezes